
AfroSmartSpot: O projeto que quer pôr a Ilha do Príncipe a pedalar, pelas pessoas e pelo planeta
newspaper GreenSavers · 11/11/2025
O AfroSmartSpot pretende transformar a mobilidade na Ilha do Príncipe e até chegar à Ilha de São Tomé. O grande objetivo é cortar nas emissões de gases com efeito de estufa do setor dos transportes e criar estilos de vida alinhados com a proteção do planeta, das comunidades humanas e da biodiversidade.
O projeto AfroSmartSpot quer reduzir as emissões de gases com efeito de estufa do setor dos transportes ao promover a mobilidade sustentável através de bicicletas elétricas.
A Ilha do Príncipe está a ser palco de um movimento emergente que se espera que venha a transformar a mobilidade nessa região autónoma do arquipélago de São Tomé e Príncipe. O derradeiro intento é reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e alinhar a região e, depois, o país com os princípios da proteção do planeta, de combate às alterações climáticas e à perda de biodiversidade, e também de promoção da sustentabilidade das sociedades humanas.
Esse impulso está a ser dado pelo projeto-piloto AfroSmartSpot, lançado no passado mês de outubro pelo Governo Regional do Príncipe e implementado pela fundação Efrican. A iniciativa é financiada pelo Instituto Camões, através do Fundo Ambiental do ministério português do Ambiente e Energia.
O Roteiro estimou que o setor dos transportes do Príncipe é o terceiro maior emissor de gases com efeito de estufa, representando perto de 11% das emissões totais da Região Autónoma.
No passado mês de outubro, foram entregues 14 bicicletas elétricas a entidades públicas, operadores turísticos e representantes do setor privado na cidade de Santo António, no Príncipe. A ação contou ainda com a instalação de estações de carregamento solar para as bicicletas e com ações de formação locais em manutenção e reparação desses veículos elétricos.
“Este foi o mote para se intervir neste segmento da mobilidade, através da introdução de alternativas acessíveis e sustentáveis”, conta Julieta Sansana, da direção-executiva da Efrican e coordenadora do projeto.
Quanto ao futuro, as entidades promotoras acreditam que o projeto tem potencial para ser replicado na Ilha de São Tomé ou até mesmo noutras ilhas e regiões com realidades semelhantes.
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